Foi difícil receber no início de dezembro a notícia que teria que ser submetido a uma cirurgia no joelho esquerdo para reparar o menisco lateral, que havia me deixou na mão nos últimos dias da primeira fase de treinamento da Clipper em novembro passado.  Muito provavelmente este joelho já estava lesionado há algum tempo, já que fazia tempo que não conseguia correr por mais de 30 minutos sem dor na lateral externa do joelho. Mas com certeza o estresse de vários dias lutando para me equilibrar no barco e constantes e prolongadas flexões extremas do joelho foram a gota d'água para que ocorresse o bloqueio da articulação (inchaço e travamento do joelho). E este desconforto me acompanhou por mais duas semanas até que voltasse a caminhar quase sem mancar. Sabia que algo de mais sério havia acontecido pois nunca havia experimentado tanto tempo lesionado. E mesmo após passado o inchaço, a extensão completa da perna não acontecia sem dor. Já sabia que no mínimo passaria por umas 20 seções de fisioterapia para eliminar alguma inflamação no joelho, mas não imaginava que era algo bem pior. Meu menisco estava rompido e o fragmento poderia se soltar e causar um belo estrago na articulação, incapacitando-me de qualquer flexão do joelho, o que num barco significa tornar se um "peso morto", restrito a cama. 
Estamos a 7 meses do início da Clipper e a 4 meses um período de 2 semanas de mais um pesadíssimo treinamento na Inglaterra, no qual conhecerei ao vivo o novo barco, o Clipper 70s, o meu skipper na regata e os meus companheiros de tripulação em um evento chamado de Crew Allocation Day. 
É difícil não esmaecer num momento como este. Cirurgia!? Nunca havia feito nenhuma. O maior problema de saúde que já tive foi uma clavícula quebrada que me deixou 50 afastado do trabalho e mais vários meses de reabilitação. A opção de um tratamento conservador (fisioterapia) seria arriscado pois havia grande possibilidade de não funcionar, podendo ocorrer um novo evento de travamento durante o próximo período de treinamento ou durante a competição. Já com cirurgia, necessitaria de pelo menos 2 meses de reabilitação, para então começar a exigir mais da articlulação e voltar aos treinamentos mais pesados de força e resistência. Claro, tudo isto se nada de errado ocorresse durante o procedimento, e nenhuma complicação ou surpresa ocorresse durante a reabilitação. E para complicar era dezembro. No Brasil um período complicadíssimo para pensar em uma cirurgia e reabilitação. Todo mundo está preocupado com o Natal, as férias, a festa de Reveillon, a praia.... Tinha muito pouco tempo para decidir. E as duas opções tinham os seus riscos. 
Após muito ponderar, conversar com amigos que já haviam passado por problemas parecidos, com a família, pesquisar na internet, em 24 horas decidi pela cirurgia, que deveria ocorrer na semana seguinte. E em apenas 4 dias fazer exames, consulta com anestesista, procurar e marcar fisioterapia em uma clínica que não fosse fechar durante o final do ano.... Correria! Sabia que isto impactaria no aproveitamento das minhas férias, que mudariam nome para reabilitação. Mas deixar para fazer a cirurgia em 2013 (provavelmente só no final de janeiro), deixariam pouco tempo para uma  reabilitação completa ate 

José Augusto
5/2/2013 05:35:06 pm

Aqui de Poa , estou acompanhando tua aventura , torcendo para pronta reabilitação e concretizaçao de teus sonhos !

Bons ventos
Merlin

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16/10/2013 02:40:05 am

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