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Pra quem estava ansioso como eu, já está disponível o DVD da serie exibida pelo Discovery Channel, Agaist the Tide 2, um documentário de 6 episódios que mostra a vida das tripulações na última edição da mais longa regata do mundo, a Clipper Round The World 11-12. Infelizmente ainda não há previsão de exibição desta serie aqui no Brasil, então a única opção para nós brasileiros, é comprar o DVD. Eu já comprei o meu!
Mas ansioso mesmo vou ficar até que saia o Against the Tide 3, do qual eu farei parte na Clipper RTW 13-14.
O DVD está sendo vendido pela internet na Book Harbour da Inglaterra. Abaixo está o link pra quem quiser adquirir um exemplar:
https://www.bookharbour.com/entertainment/against-the-tide-2/
Vejam abaixo o trailer da série já em exibição na Europa.

 
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A reabilitação do joelho começou apenas 3 dias após a cirurgia do menisco no inicio de dezembro. Naquele momento o movimento estava limitado a uns 30 graus. Andar, somente com as duas muletas, mas ao menos apoiando o pé no chão. E também foi logo após a cirurgia foi que conheci o meu mais novo e melhor amigo.... o sempre presente gelo! E não aquele usado pra amenizar o ardor do whisky, até porque a medicação não me permitia usar este tipo de analgésico, mas aquele feito em bolsas de gel. No inicio, pelo menos 5 ou 6 vezes ao dia, junto com seções de fisioterapia quase todos os dias. Com uma semana, diante de todo conhecimento da medicina e protocolos de fisioterapia adquiridos pela internet, resolvi largar uma muleta, para tomar o primeiro esporro da fisioterapeuta. Não dei bola. Havia um certo risco de perder o equilibrio, cair e piorar a situação, mas sabia que quanto mais rápido conseguisse andar normalmente, ganharia um tempo precioso na recuperação. E com pequenas melhoras dia a dia, foi e está sendo a recuperação. E somente após 3 semanas consegui largar de vez a outra muleta. Achei que seria mais rápido.... Mas dizem q cada organismo tem o próprio processo de cicatrizarão e que isto é normal. Francamente acho que o que faz mas diferença é a possibilidade de ter um bom cirurgião e um fisioterapeuta particular (e bom)...
Agora, após 3 meses da cirurgia e quase 50 seções de fisiotarapia, com quase 2 horas de duração por seção, começo a fazer alguns exercícios de força com o joelho e esboçar uma fuga do pelotão (de ciclistas de domingo) me aventurando a pedalar em pé. No último domingo em um treino leve de bike consegui passar da marca  dos 30km, quase um volta no quarteirão pra quem já fez 200km e foi trabalhar no dia seguinte. Entretanto ainda estou distante da total recuperação, pois o inchaço persiste e tem que ser controlado todos os dias com gelo e ultrasom. Usando a analogia do meu médico, Dr Acyr, o meu joelho está como um motor que retificou os cilindros, mas sem trocar os pistões e anéis. Para minha sorte, o corpo, ao contrário do motor, conseguirá se adaptar a nova geometria e compensar  o material que foi tirado do meu menisco que era ponto de apoio do fêmur. Basta ter um pouco mais de paciência....
Apesar da lenta reabilitação, e às vezes com algum retrocesso, estou cada vez mais confiante de estar apto para a próxima etapa de treinamentos em maio, com certeza muito mais dura que a primeira, pois agora passaremos mais dias (e noites) no mar e habitando os novos barcos, maiores, mais rápidos e mais molhados. E neste processo, algumas pessoas estão sendo fundamentais, por isso não posso deixar de agradecer e manda um forte abraço aos meus fisioterapeutas da CRJ, Dr. Sergio e  Dr. Bruno, que avaliam o meu progresso a cada dia e com grande experiência, fazem com que as melhoras sejam visíveis, dia após dia. 
Não posso esquecer também do meu personal trainer, o Rober da BPM personal training, que com muita criatividade e competência, consegue realizar um treinamento compreensivo, mesmo com a limitação do joelho e de um ombro que persiste em incomodar e limitar o meu arremesso sobre o ombro 25kg, além de me manter motivado no processo de recuperação. Valeu pessoal!



 
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O novos Clipper 70s já se mostram pelo menos 10% mais rápidos que os agora aposentados barcos de 68 pés(20 metros) nos contra ventos. Em ventos folgados devem ser ainda mais rápidos. Parece pouco? Em grandes travessias como a que vou participar (Inglaterra - Brasil) isto deve representar algo em torno de 4 dias a menos! Na foto acima vemos um dos novos barcos em um contra vento com todas as velas acima.

Mas como toda bela rosa, esta também tem espinhos. A maior área vélica, desenho da proa e formato do casco devem tornar o trabalho no convés mais pesado e molhado. 
Além disso, será necessário um trabalho de reforço da fibra em alguns pontos do casco. 4 barcos já estão na Inglaterra, dois estão sendo finalizados na China e mais outros seis ainda não iniciados. Isto  atrasará alguns treinamentos, previstos para começarem em maio, e também o início da competição, que tem previsão agora para o  final de agosto.... Eu, sinceramente, acho que atrasará mais....
Vamos aguardar pra ver! 

Vejam a noticia no site da Clipper:
http://www.clipperroundtheworld.com/newsitem/clipper-70-commissioning-update